Publicado por: fcorvelo | Agosto 15, 2009

A meio do dia…

Depois de aceitar o convite de uns amigos para ir passar quatro dias até à zona da Zambujeira do Mar, aproveitei para fazer uma “mini-pesca” num deles.

O pessoal tinha decidido passar o dia na praia do Tonel, e como não poderia deixar de ser, aproveitei também para levar algumas amostras e o material de spinning.

Depois de chegar à expectacular praia, já tarde, por volta das 11h00, e depois de dar uns bons mergulhos, lá fui dar umas voltinhas a uns acantilados rochosos.

A água cristalina e o Sol a pique das 13:00 tiravam-me a fé toda, mas mesmo assim decidi fazer uns lançamentos entre dois rochedos semi-submsersos, com a minha fiél e já quase sem tinta L.C. Flashminnow 130 MR Zebra American Shad (uma das amostras que tenho há mais tempo na caixa, há quase dois anos, e que por milagre, ainda não perdi).

Ao terceiro ou quarto lançamento, vejo um robalo a sair disparado da sombra da pedra e a abocanhar violentamente a amostra.

“Excelente!” Pensei eu, a luta foi-se desenrolando, com alguns arranques bem fortes, e com algumas perigosas passagens do fio a roçar nas pedras, mas por fim, lá consegue prender-lhe o grip na boca e consumar a captura.


Pesou 2,5 kg certinhos na balança do grip.


Uma captura improvável num local onde coabitam com espécies mais exóticas, no entanto, um robalo bem cozinhado e acompanhado de um bom vinho, pode ser uma boa amostra…!

Amanhã parto 15 dias para o Almograve, até depois!

E bom Verão para todos!

Publicado por: fcorvelo | Agosto 8, 2009

Streetfishing – A pesca com amostras na Cidade

O Streetfishing, como o nome indica é uma pesca com artificiais (spinning p.ex) onde os pesqueiros são predominantemente em cidades, ou em estruturas artificiais feitas pelo homem.
Aqui fica um link para um video de um streetfishing puro, mas em água doce:

Vídeo

Neste post irei descrever o que a meu ver é o material mais adequado, as técnicas, os possíveis pesqueiros, e as espécies passíveis de serem capturadas.

Começando pelos pesqueiros, esta modalidade é realizada em ambiente urbano, como portos, paredões de avenidas, pilares de cais de embarque, entre outras estruturas artificais.

No nosso país temos alguns sítios de fácil acesso em que se pode praticar esta variante da pesca com amostras, como as avenidas que ladeiam os nossos rios (como o Sado,Tejo, Guadiana, entre outros), nas suas zonas de estuário.

Como exemplo, a avenida que ladeia o Guadiana em Vila Real de Santo António.


Assim como os vários pontões de algumas cidades, como o de Sesimbra, acima representado (atenção que só se pode pescar para o lado de fora, dentro do porto é proíbido!).

Nestes pesqueiros podemos tentar encontrar pontos de possível intresse, como zonas de corrente, fundões, ou então pescar directamente as estruturas existentes, como lançar para zonas de pilares.São várias as espécies que podemos capturar nestes locais, sendo as mais comuns as cavalas, agulhas, sardas, robalos e por vezes nos locais onde elas existam, até mesmo uma corvina.

Ao fundo desta fotografia, vemos um bom exemplo de estrutura que pode ser explorada usando vinis.

Ao pescar directamente uma estrutura que esteja perto de onde estamos, não é necessário tanta capacidade de lançar longe, mas sim uma boa precisão no lançamento para colocar a amostra onde queremos.
Como tal, uma boa cana de achigã Medium Heavy (de preferência com passadores Fuji que resistam à água salgada) será preferivél às canas de 3 metros que se usam na costa.
Em relação aos carretos, os que se normalmente se usam no spinning (tamanho 4000 Shimano, ou 3000 Daiwa, ou semelhantes) penso serem adequados, podendo até ser mais pequeno para alijeirar o conjunto.

Ao pescar directamente uma estrutura onde pensamos que possam existir, por exemplo, robalos emboscados, ou que seja um ponto de passagem para estes devido a estarem colocados numa zona de corrente, podemos insistir com amostras de vinil, lastradas consoante a corrente e a profundidade pretendida.

Se existir o risco de prisão da amostra por se pescar com anzol exposto, uma montagem texas è aconselhável, se não for um caso, um jighead (cabeçote) com o peso adequado também será adequado, ou mesmo pescar com a amostra de vinil sem peso algum (weightless) apenas com um anzol wide gap).

As animações poderão ser variadas, desde pequenos toques de ponteira com a cana à vertical e uma recolha lenta para que a amostra venha a trabalhar a maior profundidade ou junto ao fundo, ou então, um jerking mais acentuado (toques intercalados durante a recolha) com uma recolha mais rápida para que a amostra trabalhe numa camada mais superficial ou mesmo à superfície.

Um passo essencial é avaliar o pesqueiro, no caso dos paredões, as zonas onde possam fazer correntes p. exemplo.

Observar o mesmo sítio tanto na preia mar como na baixa mar pode providenciar informações importantes.

Os vinis em si poderão ser imitações de peixes ou vermes, como os Megabass X-Layer, Zoom Super Fluke, Slug-Go e os Senkos da Gary Yamamoto (entre muitos outros).

As cores terão que se adequar à coloração da água, no entanto pessoalmente considero o branco e os azulados muito polivalentes.

Nestes locais as amostras rígidas também poderão funcionar, mas penso que no caso de se querer explorar uma zona específica, onde não seja necessário cobrir uma grande área de água, os vinis levam vantagem.

Nos casos onde não há uma estrutura específica , como nos paredões das avenidas, e onde existem uma profundidade considerável , especialmente no Verão, é possível capturar com facilidade cavalas, sardas e à noite carapaus.

È um tipo de pesca excelente para inicar novos pescadores, e para usar material ultra ligeiro, devido à quantidade e facilidade das capturas.

Pequenas zagaias (até às 25 gramas) , podem ser boas apostas, assim como “colheres” (como p.ex a Toby da Abu Garcia) ou pequenos bucktail jigs.


Na foto, uma Maria Viva Parade de 28 gr, e um vinil Zoom Super Fluke.

Um exemplo de uma cavala apanhada com a zagaia da foto acima.

Não são apenas os pequenos exemplares que se podem apanhar nestas zonas, na foto abaixo está a prova disso.


Um simpático robalo com 3,2 kg apanhado pelo meu amigo Gonçalo Abrantes em plena cidade, usando uma zagaia similar mas de cor azul.

Até ao próximo lance!

E bons lances pela Cidade, sempre a praticar uma pesca consciente!

Publicado por: fcorvelo | Agosto 5, 2009

Robalos dos "Flats"

Domingo passado, na companhia do Xandre, partimos numa jornada apeada, para bater uns pesqueiros no Tejo que já nos tinham chamado à atenção há uns tempos.

Depois de os analisarmos uns dias antes com uma maré bem vazia, pensámos que talvez por ali pudessem andar uns bons robalos.

O pesqueiro consistia numa zona de maré, composta por cabeços que ficam completamente a seco na maré vazia, e autênticos canais que retêm sempre alguma água mesmo durante a maré vazia. A maioria do fundo era composto por uma mistura de areia/lodo, e ostrais.

A nossa ideia era pescar a partir de uma praia fluvial, apanhando a vazante e lançando para os canais, aproveitando a sua profundidade relativa, e a corrente que se faz sentir dentro dos mesmos, que poderia arrastar comedia e proporcionar boas condições de caça aos robalos.

Inicíamos a pesca com amostras de superfície (Sammy e Gunfish), na esperança de ver um ataque, mas o vento que se fazia sentir dificultava o seu uso.

Já a meio da manhã, e ainda sem nenhuma captura tanto da minha parte, como da do Alexandre, decidi colocar um cabeçote da Storm, Lip Weight de 20 gramas, e um swim shad Powerbait da Berkley, com o lombo preto e a barriga laranja.

Passado alguns lançamentos para um dos canais que mencionei acima, sinto um ataque bruto, o drag assobia enquanto o peixe leva linha.

A luta foi-se desenrolando, após alguns minutos, já cansado, deu à margem.

Insistímos rapidamente na esperança de sentir mais algum peixe, mas foi em vão.

Aqui fica a foto do Labrax já no final da manhã quando já nos estávamos a vir embora.


Pesou 6 kg, medidos numa balança analógica da Rapala.

Material usado:

- Lucky Craft LCF 2,90 m ; c.w. 10-30 gr.
- Shimano Twinpower 4000 FB.
- Power Pro 10 lb + baixo Seaguar AbrazX 0,33 mm.
- Berkley Powerbait Saltwater Swim Shad 5 ” + Storm Lip Weight 20 gr.
- Hiro SS Snap nº 2.


No final fiquei com esta cara, depois de ter batido o meu record pessoal a nível de robalos.
(Na realidade, estava era a preparar-me para que a vespa que está poisada no meu pescoço me picasse, mas tive sorte eheh).

Aproveitem os dias de Verão para fazer uns videos e até ao próximo lance!

Publicado por: fcorvelo | Agosto 4, 2009

kayak durante as férias

Por gentileza da Indo Dreams, Lda , uma empresa sedeada em Vila do Bispo, tive oportunidade, nuns dias de férias no Algarve, de testar e fazer algumas pescas com um kayak da Bic Sport, o Bilbao, um modelo destinado à pesca tanto no mar como na água doce e que me proporcionou alguns momentos de grande divertimento.
Este é um caiaque que tem capacidade para uma pessoa (mais uma criança) e que é extremamente fácil de transportar devido ao pouco peso (23 kg) que tem para um comprimento de 3 mts. Tem uma capacidade para levar ate 120 kg de peso e demonstrou boa capacidade para enfrentar o mar do Algarve, sempre com vaga pequena mas incerta, batida a vento. Penso que terá grandes potencialidades para a água doce, pela sua enorme estabibilidade, permitindo mesmo que se pesque de pé em determinadas ocasiões, segundo as informações que me foram transmitidas pelo Nuno Amado, um dos sócios da Indo Dreams Lda. e a quem agradeço naturalmente toda a simpatia e disponibilidade que demonstrou ao deixar-me testar o Bilbao.

Infelizmente não tive tempo nem mar capaz para fazer umas pescas com amostras nele, mas pescando ao fundo, ainda apanhei uns sargos e uns peixes porco que valem sempre pela combatividade depois de ferrados. Destes peixes trouxe um sargo jeitoso para casa e todos os outros foram devolvidos à água.

O vicio ficou e muito provavelmente será uma das vertentes que irei explorar no futuro, o spinning de kayak, uma área com enormes potencialidades. Aguardem por notícias nesta área.

Boas pescas e não se esqueçam de ir libertando uns peixes!!!

Publicado por: fcorvelo | Julho 26, 2009

Anchovas nas Ondas

Na noite anterior à minha partida para o Pico tinha decidido que não iria levar nada da pesca para o Pico. Seriam dois dias de reuniões na câmara da Lajes, na câmara de S. Roque do Pico, apresentação pública de um projecto para a Ribeirinha. Não teria tempo para pescas…

Mas depois de ter carregado para o táxi, 2 malas com as caixas do projecto, um tubo gigante com um cartaz feito pela Schema e ainda 1 mala com uma roupita, falei com o taxista e pedi-lhe que esperasse 5 minutos …

Agarrei no tubo da minha Shimano Aerocast H, 3,00m, de 3 partes, meti numa caixa de amostras 3 de superficie, a minha branquinha, a Zclaw L, uma Sammy 110 e uma Super Spook , 2 Flash, as 3 Seafingers, 1 Duplex, duas Rapalas com palheta grande, para o fundo… uns vinis com cabeçote e duas zagaias de 35 gramas. Levei o Certate, uma tesoura, o alicate, a pinça, as luvas e as botas da Triboard… e claro o saco azul, não fosse ter tempo para lá ir. Dois cadeados na minha mochila hPa e deu 6 kg de carga a mais no check in.

Viva Pico…

O porto da Madalena

Lembrei-me da minha máxima no Pico. “Há tempo para tudo, no Pico há tempo para tudo!” Haveria de conseguir, telefonei ao Ricardo Garcia e pedi-lhe ajuda e ele conseguiu falar com o Simão da Madalena, tudo rapazes do PescacomAmostras.net.

Telefonei ao Simão e combinámos às 6:30 de sexta -feira, na Madalena, no Porto da Madalena.

Reuniões, apresentações, jantar na ponta da Ilha, deitei-me a boas horas, eram só 3:00 horas da manhã de sexta. Mas às 6:30 lá estava eu, podre mas à pesca. O Simão que tivera nas festas da Madalena igualmente podre. Quando lá chegou eram 7:00 e já tinha o meu primeiro peixe dos Açores uma bicuda tirada com a Sammy 110.

O Simão tinha que ir trabalhar e acabámos sentados no café com uma sandes de queijo do Pico.

- Mas, Carlos vou ali mostrar-te um pesqueiro para tirares umas anchovas!!! – disse o Simão

E fomos! Depois levei de volta o Simão à Madalena, ele tinha que ir … e regressei logo ao pesqueiro que me havia indicado.

Ao terceiro lançamento uma, depois duas e três no saco… três belas anchovas… e de serviço esteve a Seafinger Golden Green Sardine…

era mesmo esta, novinha…
… eram tudo peixes de 1,5 a 2 quilos. Para os picarotos, talvez sejam pequenas, para mim eram enormes. Nunca tal peixe havera visto! Depois do terceiro peixe a minha abençoada amostra foi levada, pelo simples toque do fluorocarbono nos dentinhos de uma anchova… como não ficou a boiar serve agora de brinco.

Passados momentos tive companhia de um senhor de idade de chapéu (ficámos amigos). Chamava-se João, Sr. João, de caniço e moiras (caranguejos pequeninos) com que tirou um belo sargo e talvez uma veija…

Mostrei-lhe os peixes no saco eram 3 anchovas e a bicuda da madrugada…
Depois de perdida a minha amostra com que fizera as 3 anchovas, meti a Branquinha (a Zclaw) e disse ao Sr. João agora vou tirar uma para si !

Saiu, mas saiu com asas! Uma cagarra, uma gaivota linda e enorme que não resistiu aqueles ZZZ.

Tive que a puxar e devolvê-la…


O Sr. João sorriu e eu meti, desta vez a amostra em direcção à Ponta da Ilha do Faial, dei 5 ou 6 maniveladas e vejo um peixão a saltar fora de água, salta fora mais de 1 metro… era uma anchova enorme… foi demais… nunca me tinha acontecido uma coisa daquelas! E foge para a esquerda e foge para a direita… uma luta inesquecível!

- Vamos lá ver se a consegue tirar !!! – disse-me o Sr. João.

Já à beira da água, com os pés de molho em cima da rocha, meto-lhe sem querer a pinça na guelra, o peixe não parava de bater com o rabo na pedra… metia respeito… aqueles dentes e… e nem dava para acreditar a amostra, a minha branquinha estava desfeita! Puxo o peixe para cima da pedra e rebenta-se a veia!!! Coisa de filme de terror! Sangue por todo o lado!!! E a minha branquinha…

Tirámos umas fotos e o Sr. João arrecadou para o seu almoço um belo exemplar.

A minha Branquinha, merece um descanso eterno no meu museu, ao lado da minha Fé!
Mais uns lançamentos, o Sr. João só me perguntou: – Desculpe lá! Mas onde é que se vendem esses peixitos. Olhe, que já há muito tempo que não via nada assim…
Senti-me um senhor!!! Eu um aprendiz…quase mestre…aquilo estava a correr-me bem, muito bem !

E para fim de festa, a cereja do bolo

Meto a Duplex, ferro uma bicuda de 20, 30 cm e a 3 metros de mim sai uma anchova, sem brinco, e corta a meio a bicuda… Nem queria acreditar… Imaginem se eu não levo a pinça para tirar os peixes…

Depois acabei no carro a tirar umas fotos aos peixes e fui para casa de um amigo em S. Roque meter a pesca na arca congeladora.



…não queria eu levar as coisas da pesca!

Adeus Pico, vou organizar uma fishing trip para me redimir de ter enviado uma foto a uns amigos com uns peixes feitos à pesca submarina por dois amigos na Calheta e ter posto a cana na boca à Russo… mas isso fica para outro Post…


Boas pescas, boas férias e bons vídeos para o nosso concurso!

Quero por último, agradecer ao Simão a dica do pesqueiro!

Publicado por: fcorvelo | Julho 24, 2009

Amostras suspending

Estas amostras, como o nome indica, ficam suspensas a uma determinada profundidade.
Será que não conseguimos fazer trabalhar as amostras flutuantes ou afundantes à mesma profundidade do que as amostras suspending? Até podemos consegui-lo, mas tiraremos o mesmo partido?
As amostras suspending foram concebidas para afundar até uma determinada profundidade e aí serem trabalhadas. A situação ideal para a sua utilização é quando temos peixes em “suspensão”, uma vez que a amostra se mantém mais tempo dentro da ZONA DE ATAQUE (Será uma esfera imaginária em volta do peixe, sendo este o seu centro. Esta zona vai aumentar ou diminuir, dependendo de vários factores, sejam eles a visão, a audição, o olfacto ou outros que possam influenciar o seu metabolismo ou comportamento).
Animações para estas amostras: o twiching, o jerking e o stop and go.
Uma sugestão de trabalho para amostras suspending:
Quando localizo peixe a uma determinada profundidade ou visualizo alguma estrutura submersa onde seja provável encontrar peixe, faço o seguinte: lanço a amostra um pouco para além do alvo para não provocar ruído que possa desencadear fugas possíveis; deixo-a afundar, dando dois toques de ponteira com alguma força; faço uma paragem (conto 1, 2, 3, 4, 5) e volto a dar um toque de ponteira; faço mais uma paragem, recupero e volto a repetir.

Boas animações

Alexandre Alves

P.S. Se a minha sugestão resultar, libertem esse peixe e fiquem com o próximo, se for a vossa vontade, e lembrem-se dos 42cm.

Publicado por: fcorvelo | Julho 14, 2009

Estreia da ESG II da Lucky Craft

Uma noite destas, lá nos juntamos para mais uma pescaria. O Fazenda, o João Oliveira e eu, lá nos aprontamos para mais uma pescaria nocturna depois de comida uma bela tosta mista na esplanada sobre o mar.

O mar convidava, com uma ondulação de pequena monta e uma côr da água a pedir amostras claras. A maré estava a descer e era tempo de ir para os pesqueiros e aproveitar depois as primeiras horas da enchente.

Era a estreia da minha nova cana da Lucky Craft, a ESG (Enjoy Saltwater Game) II, de 2.90 e uma acção de 3-30 g. Em comparação com a LCF também de 2.90, é uma cana muito mais técnica, apropriada para trabalhar com mais precisão amostras mais pequenas ou de corpo mais afilado. As minhas Flasminnow 110 combinam com ela na perfeição.
Começada a pesca acabamos por verificar que o peixe não saia na vazante e acabamos por parar um pouco a descansar e a fazer tempo para o pesqueiro meter um pouco mais de água. Lá fomos pondo a conversa em dia, falando naturalmente de amostras, canas e episódios passados na pesca e até que voltamos para junto da água e recomeçaram os lançamentos…
Logo ao primeiro tenho um toque…um ataque ligeiro a uma 110…ferro, mas nada…o bicho escapa. Volto a lançar e cerca de dois ou três lançamentos depois outro ataque, ligeiro e o peixe novamente a não ficar…entretanto o Fazenda ferra um ao meu lado e eu decido uma troca de amostra…escolho uma Duo Tide Minnow de cabeça vermelha e logo ao primeiro lançamento com esta amostra um ataque forte…ferragem e peixe preso…meia duzia de maniveladas e peixe perdido…eu já rogava pragas…volto a lançar e decido optar por uma recuperação ainda mais lenta, intervalada com paragens…até que após uma dessas paragens sinto um ataque violento e começou a luta com um Labrax cheio de vigor que acabou por parar aos meus pés e marcar na balança 2.1 kg. Deu uma bela luta e a ESG II tinha-se estreado com um excelente comportamento, bem complementada pelo meu Twin Power 4000 FC.

Como os toques acabaram por parar com a entrada de mais água no pesqueiro acabei por ir a outra pedra, desta vez fazendo uns lançamentos com uma 110 Aurora Mackerel e qual não é o meu espanto quando acabo por ter um ataque de um pequenote que pouco maior era do que a amostra que eu estava a utilizar. Depois de o libertar com cuidado lá o devolvi à água para mais uns anos (espero) de vida no mar.


Entretanto já mesmo ao fim da noite o João ainda tirou mais um, acima de quilo, e acabamos a noite com todos a safar a grade. Foi uma noite bem agradável e bem passada entre amigos.

Publicado por: fcorvelo | Julho 8, 2009

1.º Concurso Video "Robalos Nas Ondas"

O Robalos nas Ondas é um espaço de partilha e gostaríamos que também fosse um espaço de oportunidade para os nossos leitores e seguidores. As férias de Verão estão a chegar, havendo maior possibilidade de fazermos umas pescas com amostras. Gostaríamos de ver registados alguns desses momentos em vídeo e podê-los apresentar no blogue dos robalos nas ondas.

Assim, lançamos, com o apoio da loja online Bassnbait e da Revista Mundo da Pesca, como um desafio a todos os leitores e seguidores deste blog, um Concurso de Vídeo nacional e internacional com o tema “PESCA COM ARTIFICIAIS NO MAR”, onde as técnicas, momentos ou libertações podem ser hipóteses de realização.

A inscrição é gratuita, bastando para isso enviar um mail para robalosnasondas.video@gmail.com, manifestando o seu interesse em participar para lhe podermos devolver por mail o regulamento do Concurso. De qualquer modo o regulamento será publicado no blogue para leitura.

Este concurso terá um prazo alargado para entrega dos vídeos. A entrega dos vídeos será até final de Setembro.

Os vídeos serão criteriosamente apreciados e publicados no Robalos nas Ondas ou num Canal do Youtube, feito para o efeito. Haverá prémios… Prémios simbólicos, é certo, mas oferecidos com muito prazer, o que importa mesmo é dar a oportunidade de nos conhecermos e partilharmos as nossas experiências…

Como exemplo do que pode ser um video concorrente, fica aqui uma modesta montagem feita pelo Carlos Fazenda durante umas pescarias feitas em Tróia.

Boas Pescas
Publicado por: fcorvelo | Julho 1, 2009

… nas ondas da noite

Depois do Pedro ter pescado aqueles tractores, venho eu agora com um tímido labrax, fazer jus ao nome do blogue. É que foi mesmo nas ondas !!!
Foi mais uma noite de pesca e de convívio, numa semana de calmaria de vazantes, longas e quase sem água.

Foi também a noite da estreia da Cana LuckyCraft ESG II, uma cana 3- 30 gr, 2,91m de comprimento e de acção Extra-Fast!!! (ESGII-971XHXXF), Uma cana diferente, habituado às Shimanos (à Fireblood e à Aero-Cast), esta cana é mais curta de punho. O que favorece muito o trabalhar das amostras de superfície e mesmo as floatings, sem que o punho toque na dobra do braço.
Do ponto de vista do lançamento senti muita confiança a esticar e surpreendeu-me muito nos lançamentos laterais talvez por ter o punho mais curto e permitir maior controlo no lançamento. Outra particularidade interessante, é a existência de dois passadores Fuji no 1º elemento que melhor disciplina a saída da linha e confere maior confiança na luta com o peixe. Esta cana, apesar de ter uma ponteira mais rija, de ter esta enorme potência é super eficiente a lançar amostras mais leves. A seu casting weight de 3- 30 gr , é impressionante. Efectuei alguns lançamentos com a Lucky Craft Flashminnow 95 MR – Aurora Black (10gr) e voou, voou…

Estava com “fezada” nesta amostra, mas acabei por trocá-la, pela minha amostra de “FÉ”, a Duo Tide Minnow SLD-F, H-139, com a qual ferrei o peixe.

a “FÉ ”

Depois de ferrar, com o FCorvelo ao meu lado, também equipado com uma ESGII…, só tinha que fazer boa figura. Senti muita confiança a puxar, cana ao alto, duas… três cabeçadas, o peixe alinhou à praia e veio fácil. O carreto Twin Power FC estava regulado para 2Kg e nem a puxar já na areia ele cantou. Mais um abençoado depois de 8 XS (extra-small), para que não se julge que isto é fácil!

55cm – 1,560 Kg

Bons peixes… ;-)
Publicado por: fcorvelo | Junho 27, 2009

Deduções, Experiências e Resultados

Hoje de manhã, bem cedo já estava na água a bordo do White Shark, um semi-rígido com 4 metros do meu amigo Francisco Pavia.

Tínhamos como objectivo aproveitar a preia mar de grande amplitude para testar pela primeira vez uma série de pesqueiros, desde ostreiros e cabeços de areia, e estruturas artificiais.
Rumámos em direcção ao Seixal, para bater uma série de paredões que ladeiam a baía natural daquela zona, sabendo de antemão que seriam sítios profundos.

Chegados ao primeiro pesqueiro, uma zona de paredão completamente à vertical, com um fundo na ordem dos 6 metros, começamos a lançar as amostras.
Eu apostei num vinil grande e num cabeçote com uma onça, para tentar as corvinas e aguentar a forte corrente que se fazia sentir.

Cerca de dez minutos depois tive o primeiro ataque.
Movimento de ferragem instintivo e o peixe tinha ficado ferrado.

E começou a luta….Aquela luta distinta dos robalos. Poucas cabeçadas e muitas corridas, com força, muita, muita força.

A nível de material usei mais uma vez a soberba Bass Pro Shops Bionic 6’6” MH e o Shimano Twinpower 4000 FB com Power Pro 10 libras (amarelo) + baixo de fluocarbono Seaguar AbrazX 15 libras.

A luta foi-se prolongando, por várias vezes tive que controlar o drag com a mão, pressionando a bobine, pois o peixe por várias vezes que tentou ir a uma zona pedras.
Cada vez que o peixe se sentia junto do barco mandava uma corrida complemente alucinante.
Finalmente, após já ter visto o nó entre o leader e o multi por umas quatro vezes fora de água (sinal que o peixe está a aproximar-se da superfície), ela veio à tona.

Pesou 13 quilos certos (o meu novo record pessoal hehe) numa balança analógica. Mais curta que a corvina de 10 kg que apanhei, mas mais larga e gorda.


A luta aproximou-se dos dez minutos, mas mesmo assim deu para ficar com uma boa “dor” de braços.
Estes animais lutam de uma maneira simplesmente fantástica.
Aqui a cana e o drag têm mesmo que trabalhar…!


Continuamos a insistir e nada.
Decidimos mudar de sítio.
Fomos então lançar as nossas amostras para uma zona de ostral, onde notamos a existência de canais profundos por onde a corrente “disparava”.
Vimos também comedia à superfície (petinga aos saltos).

Passado uns minutos o Francisco ferra e tira um robalo simpático, baptizando assim a sua BPS Bionic na água salgada.


Pescamos mais um pouco mas sem resultados, e por volta das 9:30h demos a pesca por terminada, pois corriamos o risco de ficar sem água para tirar o barco.

Uma manhã excelente, onde o teste a novos pesqueiros, assim como as suposições e deduções sobre amostras a usar, técnicas, etc; mostraram ser as acertadas.
Nem sempre é assim, mas hoje, acertou-se.

Até ao próximo lance, de terra…ou embarcado!

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